Política ou como a forma molda o resultado PDF Imprimir e-mail
16-Jan-2009

b.jpgSou socialista, sei que o capitalismo não se reforma por dentro das instituições que foram feitas para o proteger, sei que as características de uma sociedade justa e igualitária ainda não foram conseguidas de tornar completamente claras. Sei que isso se fará na medida em que se fôr fazendo o caminho.

Texto de Helena Carmo, Subscritora da Moção B

Sei que as sociedades soviéticas e as sociedades pós coloniais, afirmaram a vontade do Socialismo mas enredaram-se em processos organizativos que recolocaram no PODER novas elites e apesar da afirmação retórica, construiram sociedades capitalistas e injustas.

Estou convencida de que será mobilizando cada dia, mais cidadãos e cidadãs para uma cidadânia exigente que conseguiremos mudar a correlação de forças que continua a dar a maioria aos defensores do neo-liberalismo. Sabemos que não existem receitas infalíveis. Sabemos que contra este nosso esforço está toda a cultura, toda a propaganda, toda a máquina do neo-liberalismo.

Por isto também, é tão importante vivenciar no interior do BE o que acreditamos se pode implementar numa futura sociedade Socialista - CADA UM CONTRIBUINDO COM A SUA PARTE PARA O ENRIQUECIMENTO DO COLECTIVO.

Quando pela primeira vez apresentámos uma moção, na 3ª convenção do BE, os comentários que fomos ouvindo nos debates preparatórios e na própria convenção, foi de que não falávamos de política... Hoje a maioria já reconhece que organização interna também é política.

Estou convencida de que a proposta de alternativa ao que se tem passado é de fácil experimentação:  de cada vez que a comissão política pensar uma iniciativa, uma campanha, faça passar pelos plenários concelhios e distritais a ideia, que incentive a que sejam apresentadas adendas a sugestões.

Ouvi já em 2 debates, referir como exemplo da democracia interna, a campanha LGBT que terá sido pensada por um grupo adhoc de activistas, apresentada à comissão política e aprovada em mesa nacional, tendo sido implementada na fórmula do Forum Sem Medos. É em minha opinião um bom exemplo.

Será que se tivessemos gasto um pouco mais de tempo, se tivessemos debatido a proposta em plenários distritais, se as coordenadoras tivessem tido ponto específico para preparar iniciativas locais; não teria daí saído mais do que as sessões distritais. Será que esta temática tão guetizada não teria sido mais aprofundada pelos activistas que a não sentem com tanta importância? Será que não teriamos podido ir mais longe??

Helena Carmo

 
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