Precisa-se: Intervenção sindical combativa PDF Imprimir e-mail
12-Jan-2009

c.jpgO período de debate para a VI Convenção coincide com uma situação de forte crise da economia capitalista, no mundo e também em Portugal. A recessão, que já era conhecida, foi agora oficialmente assumida pelos governantes, e neste ano de 2009 vão colocar-se mais problemas aos trabalhadores, tornando-se, perante esta situação, ainda mais urgente a necessidade de uma nova resposta dos trabalhadores, mais combativa e democraticamente construída na base.

 João Pascoal - Subscritor da Moção C

A moção C, presente na VI Convenção, reafirma a urgência do Bloco alterar a sua postura em relação à intervenção na classe trabalhadora (nos ‘efectivos’e nos precários).

Todos (todas as moções) concordam que “ O Bloco de Esquerda não tem para o movimento sindical a visão estratégica do controleirismo partidário”, como escreve a Moção A, mas essa posição não pode, nem deve, significar que se abandonem os trabalhadores à actual situação, e que os sindicalistas do BE se coloquem na posição de comentadores críticos das próprias direcções sindicais a que muitos pertencem sem nada fazerem para construir alternativas sindicais combativas, que possam vir a colocar novas propostas de luta e de organização democrática no seio dos trabalhadores, nos sindicatos e nas CT’s.

No movimento sindical e nas CT’s, os activistas do BE devem organizar-se para intervir com o programa que tem sido o património comum dos Encontros do Trabalho do BE: a democracia sindical, o respeito pelas decisões da base (assembleias gerais, plenários), uma postura reivindicativa e sempre a consulta da classe para decidir sobre a acção negocial e as propostas de luta (convocar e desconvocar as greves e outras formas de luta); a organização sindical e o direito de tendência, o limite de mandatos como profissionais sindicais (para que os dirigentes não se esqueçam que pertencem à classe trabalhadora).

Com base neste programa, diversas vezes votado nos Encontros, deveremos propôr a outros activistas (independentemente da sua filiação partidária) a organização de movimentos/tendências para disputar a direcção das ORT’s. Só assim poderemos acabar com o sindicalismo burocrático, reformista e capitulador, com horário das ‘nove às cinco’, que se pratica neste país. Os trabalhadores e os jovens precisam de um sindicalismo combativo e democrático, o Bloco de Esquerda e os seus militantes sindicais têm a responsabilidade de também neste campo dar o seu apoio.

 
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